terça-feira, 2 de agosto de 2011
Salve-me
Ei, se me conheces sabe que odeio que me ocultes. Vomito a mentira que omites. Onde está a verdade que me prometes....se me sondasses, sabes que não tenho siso para a vida toda. Se fosses o que me mostravas ser e perpetuasse tuas palavras e as cumprisse, te daria o melhor gosto de vida que pudésseis imaginar. Jogue-me aos porcos, ponha-me no focinho de uma leitoa. Eu sou um troféu empoeirado na estante. Uma medalha que foi o prêmio um dia e hoje é só um pedaço de bronze sem polimento. Tire-me da estante e me ponha dentro de você. Ás vezes chego a pensar que sou de lata.
Sacrifício
A cada dia que passa você inventa e reinventa meios, formas de dar a volta por cima. Por vezes se depara com estados emocionais de loucura....andando nauseado, faminto por fastiez e cheio de tanto vazio. Eu não queria acreditar, não queria enxergar....mas a esquizofrenia ataca de leve e leva o ser a delírios. Que língua estou falando...que modo penso. Parece que chegou na ponta da ponte, no fim do fim ou é o começo da próxima dor.
Não aguentarei mais um dia, mais uma vez qualquer ser jogada nas minha cóleras que não importam a ninguém a não ser eu mesma. Ó, minha alma, pensei que parecias comigo, mas me levaste na doidice e sorris com isso. És cego e surdo. És feliz nas minhas tristezas renováveis e, não obstante, acompanha-me no teu corpo físico, com isso, longe estás. Maior é a dor escondida e o pior de fato é escondê-la, sendo assim, não há mudança.....
Findo-me e engulo no seco espinhos de incertezas, mastigando os cacos dos vidros do cálice que me saciaste rapidamennte. Diga para mim que isso é só mais um pesadelo que se repete mais do que a minha loucura - mas não permita enlouquecer totalmente - eu vou te deixar, agora não, mas em breve. Prove-me o contrário, por favor, prove-me. Eu lhe provo.
Não aguentarei mais um dia, mais uma vez qualquer ser jogada nas minha cóleras que não importam a ninguém a não ser eu mesma. Ó, minha alma, pensei que parecias comigo, mas me levaste na doidice e sorris com isso. És cego e surdo. És feliz nas minhas tristezas renováveis e, não obstante, acompanha-me no teu corpo físico, com isso, longe estás. Maior é a dor escondida e o pior de fato é escondê-la, sendo assim, não há mudança.....
Findo-me e engulo no seco espinhos de incertezas, mastigando os cacos dos vidros do cálice que me saciaste rapidamennte. Diga para mim que isso é só mais um pesadelo que se repete mais do que a minha loucura - mas não permita enlouquecer totalmente - eu vou te deixar, agora não, mas em breve. Prove-me o contrário, por favor, prove-me. Eu lhe provo.
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