Não lembrar dos passos dados era a questão, quem sabe refazer os feitos em ''pureza'' seria o necessário -
muitas tolices veem em mente,
com várias suposições e supostas ideias.
Essa sombra encostada parece comigo, ambos nos desconhecemos,
nos ignoramos no pernoitar das luzes noturnas e pisadas silenciosas na relva gélida
e confortante.
Sob o cenário escuro e melancólico mesclei-me sem muitas intenções,
entregando-me ao instinto natural da minha essência q até eu não o sei traduzir.
Então posso descrever detalhadamente as linhas que idolatro relatar, o coma do meu ser doente por assim gostar,
portanto, o intocável me envolve - quanta soberba fútil!
Lembro-me dela, sem enganos, só adjetivos, os mais belos possíveis do seu encanto arrebatador,
da sua sobriedade que me aliena a paz e me estrangula de tanta loucura.
Por onde andas? És criada e moras em meus devaneios?
Ah, você existe. Fito agora acima da realidade, você, minha torturadora de prazer.
Não esitas-te meu toque e minha devoção,
todavia me fizes-te perder o siso e caçoas no meu rastejar por sua existência.
Oh, como recordo quando deixas eu te venerar e que percebes esse escravo sem salvação de suas correntes
mortíferas que me abrazam neste inferno celeste que você é.
Sim, como viajo nisso agora, este segundo milenar q tu me proporcionas!
Garras gotejando mirra, como pode cheirar assim? Pele que reluz a aurora perfeita, que dela emana aromas irreais.
Agora me contorces, morrerei nos seus galhos, em sua sombra no calar e sussurros sarcásticos - mate-me aos poucos,
a pior morte tu me reservas.
Devo agora acordar ou dormir num sono sem fim? Ainda tem mais, não findei minhas confissões.
Seu manto nu sob o véu negro dos seus cabelos envolvedores..ainda q o vermelho dos seus lábios seja meu próprio
sangue, gritarei por eles.
Assentado e suando frio, alucinado de paixão e perfurado de vc. Estou indo.
Nem sinto meus pés, entorpecido, dormente - assim vou ao seu encontro, não me importo como vou te encontar.
Bem delicada como uma pétala repousada entre a floresta oculta,
coberta do toque da noite em si. Entre a névoa sem pavor sonhas.
Igoro tudo agora, fervo neste segundo, cheio de todas as vontades - me queres? Me amas? O teu falar será o verdicto.
Responda-me. Conforte meus ouvidos, decidirei hoje se vivo ou não. A resposta não veio..
o silêncio tomou conta de tudo.
Não. Antes eu na morte que tu, fôlego da minha vida!
Com um simples abrir de olhos azuis brilhantes, mãos aveludadas sustentando-me a face e sua doce voz ecoou
- tenha-me a mim.
Onde está a o frio agora? Eu sinto você! Sim, tão linda como nunca e pergunto-me se és do céu ou de outro fundamento.
Meu mundo perfeito, passeio minhas mãos no intocável e saboreio o proibido, que é você.
Cada digital minha foi gravada no seu corpo e minhas forças estão dentro de você. Se quizeres matar-me,
de certo conseguirás, minha energia e vigor dei a ti.
Não permitirei sua despedida, te caçarei até a vida ir-se de mim. O sol raia esplendoroso reluzindo você,
realçando teu encanto. -'' Tenha-me a mim''.
Enlouqueço com essas palavras - repita-as. O amanhã é um dilema para mim e doloroso,
mas hoje não deixarei ir minha razão de existir.
Cravamos a terra com nossos corpos em chamas, derramamos os suores delirantes para a terra beber.
O rosto angelical com mechas negras me fascinam.
Um simples manto quase nu vestes para me ascender.
Esse inútil que sou é teu verme e serei de verdade na tua morte se me abandonares.
No teu póstume repouso visitarei tuas carnes podres eternas e insaciável rastejarei, sim, esse teu verme.
Acorde-me desse delírio, ardo em febres ao teu lado. Não há sorriso em ti, nem expressão legível.
Entre trilhas e delícias da natureza vivemos e de certo sobrevivem nossos espíritos do nosso amor.
Vamos, venha logo inflamar-se comigo, pois, sua linguagem assim posso decifrar e, que,
cada desenho com seus dedos em mim rígido
quer dizer o caminho que devo andar para te ler e seguir-te.
Maldito coração! Por tua causa não pertenço a mim e minha sugadora de forças que também me faz vomitar
de tantos amores!
Sem fim - este meu caminho, meu destino, meus sentimentos por devocioná-la, minha rainha.
Se me escolhes, vives e morrerás sem martírios; se me negas, serei tua pior dor,
uma sarça a ti envolver como uma praga sem fim e a um beco sem saída serás sempre levada se me deixares de lado.
Depois de tudo, se é isso mesmo que entendo dessas tolices ilógicas, é que não existe razão para as emoções.
Somente aceito as correntes que fui setenciado por a ti viver, de certo vegetarei sem você.
Serei um vômito entre as vielas e lugares obscuros. Então és isso: meu céu, o seol,
o deserto que mais possui miragens a ter esperanças.
Palavras essas ditas em espasmos de luxúria, sei que me idolatras também.
És uma desvarida por mim, perdida como eu e sóbria com minha presença.
Tomo-te agora entre braços de ternura e sufocamento - eu quero isso, queres?
Ainda não respodas. Não fale. Imagino como um telespctador toda a cena.
Ah, tu me corrompes e me embriaga de imoralidade! (...........)
'' - Se por ti calei-me entre dúvidas é porque por ti igualmente pereço;
desde os fundamentos do que entendo do amor ou as emoções sem noção amo-te.
Amo-te inconsequentemente e o que vejo agora é um bruto de corpo e estatura enorme,
mas de meigo rosto e de feição apaixonada,
abandonado por você mesmo e lindo por natureza. Seus olhos castanhos são profundos e tornam-se negros em total ira.
Prometo a ti, com minha própria existência que serei sua. Pois então, arrebate-me para o rijo leito que tu és:
absurdo bruto e doce no seu íntimo. Tenha-me.''
''Existe romantismo nos homens? Que não seja ao extremo essa suposição; todos eles querem no fim das contas a mesma coisa. Entre flores e doces palavras, as mulheres, somos raptadas pelos venenosos lisonjeios. Ah, prazeroso é o momento da conquista, do flerte. Homens, por que vocês esfriam tanto depois de consumar sua luxúria devastadora? Depois não se perguntem o porquê da mulher esfriar tanto.
Nenhum comentário:
Postar um comentário